Por Marco Anônio Messere Gonçalves

O Dia do Consumidor costuma ser associado a promoções e campanhas comerciais. No setor de seguros, porém, a data convida a uma reflexão mais profunda: é justamente a existência do consumidor e de suas necessidades que dá sentido à própria atividade securitária.

O seguro nasce de uma premissa simples. Pessoas, famílias e empresas estão expostas a riscos que podem comprometer patrimônio, renda e projetos de vida. O papel do seguro é transformar essa incerteza em previsibilidade, criando mecanismos coletivos de proteção.

Em outras palavras, o seguro existe porque existe o consumidor que precisa se proteger.

Ao longo das últimas décadas, o mercado segurador brasileiro passou por importantes transformações. A evolução regulatória, o avanço tecnológico e o fortalecimento das relações de consumo ampliaram a transparência, a qualidade das informações e o próprio desenho dos produtos oferecidos.

Hoje, o consumidor está mais informado e consciente de seus direitos. Isso exige do mercado uma postura cada vez mais responsável, clara e orientada à boa prestação de serviços.

Nesse cenário, o corretor de seguros ocupa um papel central. É ele quem traduz cláusulas técnicas, orienta sobre coberturas, ajuda a dimensionar riscos e acompanha o cliente ao longo de toda a vigência do contrato.

Mais do que um intermediário comercial, o corretor atua como um verdadeiro consultor de proteção.

Celebrar o Dia do Consumidor, portanto, é reconhecer que o centro do mercado de seguros não está nas apólices ou nos produtos, mas nas pessoas.

E é justamente por elas que o seguro existe.