Por Marco Antônio Messere Gonçalves
O El Niño reforça uma realidade que já não pode ser ignorada: os eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção. Chuvas intensas, enchentes, secas prolongadas, ondas de calor, vendavais e perdas agrícolas mostram como o clima passou a impactar diretamente famílias, empresas, governos e atividades produtivas.
No Brasil, seus efeitos podem ser sentidos de formas diferentes, conforme a região. Enquanto algumas áreas enfrentam excesso de chuva e maior risco de alagamentos, outras sofrem com estiagem, calor intenso e prejuízos no campo. Em todos os casos, a consequência é a mesma: aumento da exposição ao risco.
É nesse cenário que o seguro ganha ainda mais relevância. Quando uma residência é atingida por uma enchente, uma empresa precisa interromper suas atividades ou uma propriedade rural sofre perdas por condições climáticas adversas, os prejuízos podem comprometer anos de trabalho e investimento.
Mais do que indenizar danos, o seguro contribui para a recuperação econômica e para a continuidade da vida, dos negócios e da produção. Em um ambiente climático mais instável, proteger patrimônio, renda e atividade produtiva deixa de ser uma escolha secundária para se tornar uma decisão estratégica.
Esse momento também amplia o papel do corretor de seguros. Cabe a ele orientar clientes, revisar coberturas, identificar vulnerabilidades e mostrar que proteção não deve ser lembrada apenas depois do sinistro.
O El Niño passa. Mas seus impactos deixam uma lição permanente: diante de um clima cada vez mais imprevisível, prevenir continua sendo a melhor forma de proteger o futuro.