Por Marco Anônio Messere Gonçalves

O ano de 2026 começa com um mercado de seguros mais consciente do seu papel, mas também mais cobrado. Se 2025 foi um período de preparação e amadurecimento, 2026 tende a ser o ano da aplicação prática dessas mudanças.

No campo regulatório, a expectativa é de que a nova Lei do Seguro passe a produzir efeitos mais claros no dia a dia das operações. Contratos, processos, comunicação e relacionamento com o segurado deverão refletir, na prática, os princípios de transparência e equilíbrio que o mercado já assimilou no discurso. Isso exigirá atenção redobrada e ajustes contínuos.

A tecnologia seguirá avançando, mas com uma lógica mais pragmática. O Open Insurance tende a ganhar escala, conectando dados, serviços e experiências de forma mais integrada. A inteligência artificial deve se consolidar como ferramenta de apoio, seja na análise de riscos, na personalização de ofertas ou no atendimento. Ainda assim, o diferencial competitivo continuará sendo humano. A tecnologia amplia capacidades, mas não substitui o julgamento, a ética e o relacionamento.

Nesse contexto, o corretor ocupa uma posição estratégica. 2026 se apresenta como um ano de oportunidades para quem investir em conhecimento, atualização e uso inteligente da tecnologia. O corretor que educa o cliente, explica cenários e orienta decisões tende a ser cada vez mais valorizado. O mercado não pede menos corretores, pede corretores melhores preparados.
O consumidor seguirá no centro das atenções. A expectativa é por jornadas mais simples, comunicação mais clara e produtos mais alinhados às necessidades reais. Não se trata apenas de preço, mas de experiência, confiança e entendimento.

Por fim, o seguro tende a se consolidar ainda mais como instrumento de estabilidade econômica e social. Em um país exposto a riscos climáticos, econômicos e estruturais, proteger pessoas, empresas e patrimônios deixa de ser opcional e passa a ser essencial.

2026 começa com desafios conhecidos, mas também com um mercado mais maduro, mais responsável e mais consciente do impacto que gera na sociedade. O caminho está posto. Cabe a cada player do setor decidir como vai percorrê-lo.