Por Marco Antônio Messere Gonçalves

Participei nesta terça-feira (26) do Conexão Futuro Seguro 2026, evento realizado pela Fenacor, pela Escola de Negócios e Seguros e pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento dos Corretores de Seguros, que reuniu profissionais do mercado de seguros em um debate muito atual sobre inovação, inteligência artificial e o futuro da corretagem.

O evento mostrou como o setor vive um momento de transformação acelerada. Muito se falou sobre tecnologia, mas o ponto mais interessante foi perceber que, apesar do avanço da IA e da automação, o fator humano continua sendo visto como essencial dentro da atividade do corretor de seguros.

Durante a abertura, Armando Vergilio trouxe uma reflexão importante ao afirmar que o corretor que não investir em atualização e qualificação tende a perder espaço nos próximos anos. Ao mesmo tempo, reforçou que a inteligência artificial não deve substituir o profissional, mas sim ampliar sua capacidade de atuação, liberando tempo para aquilo que realmente exige relacionamento, análise e empatia.

Outro ponto que chamou atenção foi a mudança no comportamento do consumidor. Hoje, o cliente quer praticidade, velocidade e acesso digital em praticamente tudo. Porém, nos momentos mais delicados — como um sinistro — ainda espera acolhimento, orientação e confiança, algo que a tecnologia sozinha não consegue entregar.
O painel também abordou a necessidade de adaptação do mercado diante das mudanças regulatórias e do crescimento de novos modelos de proteção patrimonial. Nesse cenário, ficou clara a importância do corretor deixar de atuar apenas como intermediário e assumir cada vez mais uma posição consultiva e estratégica.

A discussão sobre IA apareceu em praticamente todas as falas. Representantes do mercado destacaram que o setor ainda está nos primeiros passos dessa transformação, mas já existe um consenso: quem não aprender a utilizar inteligência artificial ficará para trás. Ainda assim, prevaleceu a visão de que a tecnologia deve funcionar como apoio à tomada de decisão e ao atendimento, nunca como substituta total da presença humana.

No geral, o Conexão Futuro Seguro 2026 mostrou que o futuro da corretagem passa pela combinação entre tecnologia, qualificação contínua e relacionamento humano. Mais do que vender seguros, o corretor tende a assumir um papel cada vez mais estratégico, atuando como consultor e parceiro na proteção patrimonial e financeira dos clientes.